Hagiologia Cristã

A Igreja católica desde sua fundação teve como tradição canonizar os homens e mulheres considerados beatos, puros ou santos, por diversas razões ou para se apropriar de festas pagãs e dar-lhes um sentido cristão, por martírios sofridos, por serem visionários, por receberem mensagens do Espírito Santo, por feitos notáveis, por serem doutores da doutrina, mas sempre com o sentido de serem testemunhas do Cristo.

Os calendários podem divergir por diversas razões, pelo sentido evangélico, pela tradição oral e pela data da canonização. Em geral são festejados os dias da morte reservando-se o dia do nascimento apenas para Jesus Cristo, livre do pecado original, por ter nascido de uma Virgem.

Aqui vamos seguir três fontes básicas usadas no período barroco: os sermonários, os missais e a tradição portuguesa. Assim em alguns dias vocês encontraram 2 ou mais santos celebrados no mesmo dia. Isto depende da intenção evangélica da Contrarreforma e dos santos que surgiram após a Idade Média. O estudo da hagiologia cristã ou hagiografia dos santos não é um estudo de cunho científico positivista, mas um estudo ligado a devoção. Focaremos aqui nas devoções brasileiras de raízes baianas e mineiras. Assim qualquer seguidor de nossa página pode questionar ou mesmo acrescentar outro santo à data que aqui colocamos, enriquecendo um estudo que se faz pertinente diante da secularização cada dia maior das antigas comunidades cristãs de fundamentação católica. Servindo de base para identificação de santos também do ponto de vista iconográfico.

Foto: Obras da coleção de Jacques Joseph Boulieu e Maria Helena de Toledo que vão compor museu de arte sacra no centro histórico de Ouro Preto, em MG

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